Oi. Tá meio tarde já, mas mesmo assim eu decidi vir aqui antes que meu ânimo para escrever desapareça. Meu intuito ao escrever, é fazer com que as pessoas se identifiquem com sentimentos parecidos ao que estão sentindo. Sempre foi. Desde o meu antigo blog. O mundo tem gente pra caramba, e eu sei que, mesmo por acaso, pessoas do mundo todo chegam até aqui, e ainda que não me conheçam, talvez estejam sentindo algo parecido com o que eu estou.
Quem me conhece o suficiente, sabe que um dos grandes sonhos da minha vida é ser jornalista. Tenho esse sonho desde que comecei a amadurecer minhas opiniões sobre as coisas que me rodeiam. E olha, até um tempo atrás eu só me via realizando esse sonho, nunca tinha me imaginado passando pelas etapas necessárias para chegar lá. A única coisa que eu via era meu sonho se realizando. Bom, pelo menos até 2018 bater na porta. Nesse momento eu precisei colocar meus pés no chão um pouco, uma vez que o vestibular seria logo, e a possibilidade de tornar meu sonho algo concreto já ia estar bem na minha cara.
O ano já passou da metade, e a minha possibilidade tão sonhada está bem aqui. Junto com ela, também estão as etapas pelas quais terei de passar, aquelas que eu nunca havia parado para pensar antes. A etapa das provas de admissão à faculdade eu sempre soube, e acredite: estou fazendo o melhor que posso. Mas se quer saber, essa nem é a parte que mais me preocupa. O ''x'' da minha grande questão comigo mesma é a parte de morar sozinha.
Claro, essa parte deve assustar a grande maioria, certo? Afinal, a pessoa vai deixar a zona de conforto dela e experimentar algo novo. Confesso que morar sozinha sempre foi outro sonho meu, mas na minha condição de deficiente física isso talvez seja um pouquinho complicado.
Ter deficiência nunca me gerou um grande problema comigo mesma, mas de vez em quando até que dá vontade de fazer parte da porcentagem que a gente chama de '' pessoas normais''. Só que depois passa. Ainda bem. Hoje em dia eu vejo que toda a perseverança que eu tenho, só devo a minha triplegia à esquerda(descobri esses dias o tipo da minha paralisia e achei o nome interessantíssimo, hahah), porque por causa dela eu passei por coisas; e para passar por elas eu precisei de muita perseverança. E atualmente eu a reconheço como um dos meus maiores valores.
Contudo, ela pode dificultar as coisas pra mim quando eu for cursar Jornalismo e mudar todo o rumo da minha vida. Eu não escolhi tê-la, mas também não a rejeito. Porém, assim como todos, eu tenho sonhos e planos para a minha vida. E saber que eu posso arruinar o meu maior sonho, me faz ficar assustada como nunca. Mesmo que involuntariamente, eu penso nisso o tempo todo, e o tempo todo é como se eu não conseguisse respirar, é como se eu fosse explodir por conta de tanta insegurança e medo reprimido de fracassar em algo que eu sempre quis com todas as minhas forças.