terça-feira, 4 de junho de 2019

Voltei!(Ou quase)

Espontaneamente Espontânea



Oi, como vai a vida? Tô bem sumida, mas sabe como é... Vez ou outra a gente não tem nada a dizer, ou só não sabemos como fazê-lo, então o silêncio é a melhor alternativa mesmo. Meus 19 anos estão quase aí, e isso me inspirou a vir aqui hoje contar o que tem acontecido e trazer reflexões para que, quem sabe, a Jennifer do futuro leia.

Quando completei dezoito anos, as minhas expectativas eram absurdamente altas. Naquela época eu achava que comemoria meu aniversário em Belo Horizonte com os meus novos amigos em sei lá onde; achava que ia estar sobrevivendo a base de café por conta do fim do semestre; achava que minha vida estaria seguindo o rumo que eu sempre quis. Alías, eu não achava. Eu tinha certeza de que minha vida estaria diferente. A verdade é que a vida não mudou, quem mudou fui eu.

 Para ocupar um vazio, e para esquecer da culpa que sentia pela escolha que eu fiz, comecei a me exercitar três vezes na semana. Por um tempo, aquilo foi a única coisa que me fez sentir viva. Depois de algumas semanas, com a mente mais clara e o coração tranquilo, conseguia dizer para mim mesma que tudo se ajeitaria. Não sabia como nem quando, só sabia que a hora chegaria. Eu estava certa! Eu sigo em uma (re)descoberta pessoal - graças a isso descobri que amo mesmo a fotografia! Até me lancei como fotógrafa profissional e criei um Instagram para as fotos. Ah, a foto do post foi eu quem fez rs.- e deixando que as coisas aconteçam quando têm que acontecer.

A Jennifer do presente tá melhor - e mais feliz - que a Jennifer do passado. Nenhuma dessas duas desistiu dos sonhos, jamais! A grande questão é que, a do presente não tá cega de expectativa, ela só tá vivendo dia após dia, aprendendo coisas novas, se conhecendo, repensando o que precisa ser repensado e lutando pelo que acredita. Ás vezes se afoba, afinal, não é nada perfeita. Mas depois se acalma, lembra que cada um é cada um e que ela não tem que ser como fulano ou seguir os passos de ciclano. Ela só tem que ser como ela, e os únicos passos que precisa seguir são os seus próprios.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Recomendação: Special, a nova série da Netflix que tá representatividade pura!

Olá! Tudo bem? Caso não esteja fazendo nada agora, e esteja tentando encontrar algo que seja bom e diferente do que está acostumado a assistir, não feche esta aba! Eu tenho exatamente o que você procura, é só vai lendo esse post com bastante atenção! 

Não sei se lê meus posts com frequência, ou se pelo menos leu aquele em que contei a história da minha vida. Se não leu... bom, sou portadora de PC(Paralisia Cerebral) e como deficiente física, tenho buscado cada vez mais representatividade em tudo o que é possível, sabe? Tenho encontrado na internet pessoas que possuem alguma deficiência e que podem me inspirar de alguma forma e, graças a essas pessoas, tenho encontrado conteúdos que envolvem a classe: livros, filmes, séries... E por isso estou aqui: para indicar algo que é representatividade do início ao fim.


Hoje, assisti na Netflix, uma série chamada Special, onde o protagonista é gay e portador de paralisia cerebral - a representatividade entra então para duas classes <3. - Ela é baseada no livro " Especial e outras mentiras que contamos para nós mesmos" escrito por Ryan O' Conell que também escreveu a série e faz o protagonista da trama. 

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Special gira em torno da vida do Ryan, da sua tentativa de independência e da vida de sua mãe, que viveu a vida toda em função do filho. É uma série curta: Oito episódios com menos de quinze minutos cada um. Mesmo assim, faz o espectador se envolver, mergulhar de cabeça, rir ou chorar.
Já assisti uma série que tem o autismo como tema, achei incrível. Dessa vez achei ainda mais incrível! Não pensei em ver tão cedo uma série que retratasse a minha deficiência, mas o fato é que eu vi! Aconteceu!



Apesar de não me identificar com tudo que o Ryan passa, existiram situações em que eu realmente me vi no lugar dele, como por exemplo: No início do primeiro episódio, ele está andando e de repente ele cai. Isso acontece comigo sempre! Em algumas semanas isso acontece em uma quantidade maior de dias do que outros, mas o fato é que eu estou sempre caindo por aí - meu lema é: - se eu não fui pro chão no lugar x, eu não estive lá. -  É uma piada que faço comigo mesma. A mãe dele, assim como os meus pais, é super protetora; crianças me param para perguntar coisas sobre meu modo de andar; e talvez o fato que mais me envergonhava até pouco tempo atrás: não sabia amarrar os cadarços. Meus pais sempre amarraram pra mim e eu morria de medo deles desamarrarem na escola, porque aí eu teria que pedir ajuda de alguém, e pra mim, não saber algo tão simples era vergonhoso. Atualmente eu aprendi a amarrá-los e me viro bem.

Me identifiquei acima de tudo porque possui acontecimentos reais. Nada de tão fantasioso. A história é real, o ator é realmente portador de PC - Se não fosse, estaria tudo bem. Mas o fato de ser, me deixou feliz. Ter alguém com a minha deficiência nas telas aumentou ainda mais meu sentimento de representatividade causado pela série. - Assim como eu, outras pessoas também se sentiram assim, e é isso que importa. Leitor, não sei sua sexualidade ou se é portador de deficiência, só sei que independente disso, Special é um entretenimento de qualidade que merece pelo menos uma chance sua, viu? A pessoa que vos escreve está radiante por esse post de recomendação e espera que muitos de vocês acessem a Netflix para assistir a esse lindo trabalho. Beijos e até a próxima.

#RepresentatividadeImporta

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Golpe de 64: Zuzu Angel

Google


Ontem, dia 31 de março, fizeram 55 anos do período mais opressor da história brasileira: o Golpe de 64. Os militares tomaram o poder alegando existir uma ameaça comunista no país e, a partir daí foram instituídos uma série de Atos Institucionais, que davam plenos poderes aos militares de punir quem quer que fosse contra eles. Pessoas morreram, foram exiladas e torturadas. A liberdade de expressão era inexistente. Foi um período tenso, mas ainda assim, no dia de ontem pessoas comemoraram a data.

Ver pessoas comemorando o "aniversário" de um golpe de estado que foi pura repressão, é algo que deixa alguns de nós, brasileiros, sem palavras. Mostra retrocesso, mostra o quanto estamos retrógrados diante a tantos outros países. Por isso, deixo aqui a dica do filme Zuzu Angel, que foi  baseado em fatos reais da época. Espero que assistam a este filme e a muitos outros sobre este período para que adquiram mais bagagem e possam compreender que, a ditadura de 64 ou qualquer país, não é para ser comemorada!




Sinopse(Adoro Cinema): "Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo. Mas Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura."


segunda-feira, 25 de março de 2019

Sobre estar no lugar certo(e no errado) na hora errada.


Arquivo do Instagram: @jennifer_camargos

Nestes últimos trinta dias sinto a minha cabeça lotada de pensamentos. Tanto que nem consigo mais enxergar meu futuro com tanta clareza ou então fazer no presente algo que contribua para tempos futuros. A única certeza que tenho é que a minha vida parece uma roda gigante: em um certo momento me encontro no topo, podendo ver do alto uma nova - e linda - perspectiva. Em outro, me encontro novamente no ponto de partida, conseguindo ver a mesma - porém serena - perspectiva de sempre. É como se a minha vida girasse como uma roda gigante, mas na velocidade de uma montanha - russa.

A menina dentro de mim que sonhou e batalhou durante anos, veio à tona outra vez! Cada partícula do meu corpo vibrava por estar ali e por finalmente se sentir parte de algum lugar sem precisar fazer esforço; os meus olhos brilhavam do mesmo jeito de antigamente quando meu pai me dava de presente a edição nova da minha revista favorita. A denominação para as sensações atuais eram as mesmas que as antigas recebiam, o que mudava era a intensidade. A menina decidida que sempre esteve presente, tinha certeza de que aquele era o lugar certo para grandes conquistas. Porém, a vida não estava limitada a apenas aquele espaço.


Fora daquele ambiente ressurgia a menina sem ânimo, sem inspiração, sem vida de anos atrás. Só que com mais intensidade. Apesar de ser a mesma por fora, do lado de dentro eu não era eu. Parecia ser impossível conseguir respirar enquanto estivesse ali, parecia  era impossível pensar em algo que não fosse sair de tal situação. A voz da menina feliz e realizada dava lugar à voz da menina angustiada e sem ânimo. Então, movida pelo desespero, decidi voltar ao ponto de partida.

Agora, estando no mesmo lugar de início e com as duas versões aqui dentro ainda com voz, surge a versão não da menina, mas da mulher que é metade paz por conseguir respirar e metade desejo por querer voltar. Essa está se moldando aos poucos, aprendendo a ter paciência e dar um tempo para si até conseguir retornar sem pisar em ovos. No momento aflita por saber para onde quer ir, mas não saber como. Perdida. Sem Norte, Sul, Leste ou Oeste, mas com a certeza de que quando se encontrar será a melhor versão de si. Afinal, é se perdendo que a gente se encontra. E a cada vez que isso acontece, nasce uma versão melhor e mais forte de nós mesmos.

                                                                                                                - Jennifer Camargos

sexta-feira, 22 de março de 2019

Recomendação: App de notícias

Em meio ao "bombardeio" de notícias diárias no mundo atual, existem pessoas cada vez mais ocupadas e sem tempo para parar e ligar a televisão. Mas ainda que o tempo seja escasso, é sempre bom se manter atualizado nas notícias nacionais e internacionais, certo? Pensando em tudo isso resolvi recomendar um app que tenho usado bastante: o app do jornal espanhol El País.


Não costumo assistir telejornais e estou praticamente o tempo todo no celular. Então, para me manter atualizada sobre as notícias, decidi baixar um aplicativo que me ajudasse nessa. O primeiro que escolhi foi o Flipboard, mas não curti. - Eu sei que tem um monte de gente por aí que adora ele, mas eu não e tá tudo ok. - Como uma ajuda dos céus, recebi a recomendação do El País e gostei logo de cara! - Eu amo quando as pessoas entram na minha vida e só agregam <3 - Testei por mais alguns dias e aqui estou indicando ele para vocês.

Primeira notícia da capa atualizada HOJE

Por ser App do próprio jornal, ao clicar na notícia, não somos direcionados para um site "x" onde poderemos ler a notícia, que é o que acontece com o aplicativo Flipboard. Quando clicamos na notícia ela apenas se abre sem mudar de página. Além disso, é muito bem atualizado!

Aí vai um pequeno tutorial sobre o aplicativo:


            Espero que a minha dica seja útil e eficaz no dia a dia de vocês! Até a próxima!



domingo, 10 de março de 2019

POPMOMENT: Um novo universo te espera por aqui!

Olá, queridos espôntaneos!!!

Quem vos escreve através deste tão especial e criativo blog(suspeito pra falar) é o mais novo ''sócio''
do Espontaneamente Espontânea: Marcelo Silva, muito prazer!

Sou amigo da dona deste blog desde 2014, quando começamos a estudar juntos, no 8o ano do fundamental, e deste então almejamos o mesmo curso: Jornalismo.(eu após muita indecisão, vi que era o certo pra mim).

Mas indo ao que interessa: Do que se trata o PopMoment?

Já tive diversos blogs em minha vida, mas nunca senti que estava cem por cento satisfeito com o que estava sendo postado, e divulgado. Nisso, excluí todos,e fiquem uns dois anos sem ter nenhum, até que minha querida Jenny, dona deste site, me convida para fazer parte daqui com postagens sobre o que nutre o meu ser, e o que mais gosto de dissertar sobre: música POP, que vive uma grave crise atualmente no cenário atual, mas que deixaremos isso para o post de semana que vem.



Aceitando o convite, nos veremos por aqui todos os domingos(em alguns dias será aos sábados, porque imprevistos acontecem aos domingos rs).         

Então é isso, galeris, espero vocês aqui aos domingos, provavelmente à tarde! 

Sucesso e prosperidade para nosso momentinho do pop!!! 



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Cancelei a matrícula com uma semana!

É interessante perceber como o ser humano pode ser uma '' caixinha de surpresas''. Em um dia, temos planos concretos de algo que desejamos conquistar, no outro, as certezas mudam. Semana passada nem se quer passava pela minha cabeça fazer esse post, mas então o curso da minha vida mudou totalmente: Cancelei a matrícula da faculdade. 

Eu sei. Não passei nem uma semana direito na faculdade e já cancelei a matrícula. Não imaginei que fosse fazer isso, mas acabou rolando. Jamais conseguirei explicar a razão, o fundamento dessa minha decisão, porém, afirmo com certeza: Não foi o curso e nem a faculdade! Fui eu.

Eu ainda tenho muito amor pelo Jornalismo, ainda mais depois de ter assistido à algumas aulas. Só que estar em um ambiente novo foi um grande choque. Fui invadida pelo medo e pela insegurança de um modo tão absurdo... eu poderia sim ter tentado mais um pouco, no entanto, seria pior. Iria me conformar com os meus sentimentos ruins e seguir como se estivesse tudo bem, mas na verdade estava tudo péssimo!

Me sentia pesada, como se algo estivesse me apertando de dentro para fora. Não dormia e chorava todos os dias. Para mim, que sempre me achei tão decidida, naquele momento eu era o pior ser humano do planeta. Conversei com pessoas sobre o assunto, só que tudo o que eu dizia parecia não ser suficiente para me tranquilizar, continuava sempre aflita. Pensei que morreria de angústia por perceber que só o meu sonho não seria o suficiente para me manter ali. Então, indo contra - quase- todos, cancelei a matrícula.

A percepção que tive foi absolutamente dolorosa, afinal de contas, meu sonho estava nas minhas mãos. Apesar disso, tomei a decisão de voltar para o interior e colocar meu sonho na gaveta um pouco. A pessoa autora deste texto é, nesse momento, uma pessoa com o coração tranquilo e com a consciência de que cancelamento de matrícula não foi, não é, e nem nunca será sinal de desistência. É só uma pausa para respirar, refletir e amadurecer. Para que quando a próxima oportunidade surgir, eu a agarre com ainda mais força para conseguir chegar onde sempre quis tanto. Só que dessa vez, sem pensar em voltar atrás.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Me mudei! - Primeiros dias -


Eu não sei você aí do outro lado da tela, mas eu amo mudanças. Assim, eu confesso que mudar cidade e de casa tem me assustado de um jeito que eu nem poderia imaginar, mas daqui a pouco fica tudo bem de novo, é só ter paciência.

Cheguei Sábado aqui em BH, e posso dizer que, de todas as despedidas que aconteceram, a que mais doeu foi a do meu pai. – Minha mãe vai ficar uns dias por aqui, então ele precisou voltar sozinho -  A despedida foi tensa. Depois disso eu só queria que o final de semana passasse logo e desse lugar ao primeiro dia de aula.



Sobre o primeiro dia: Minhas expectativas foram absolutamente superadas. Melhor primeiro dia da história da minha vida acadêmica. Conheci dois professores, o coordenador do curso, alguns dos veteranos... No início de tudo fiquei sozinha lá, só fui conversar com alguém depois das apresentações da turma. -  Falando nisso... quando fui me apresentar, fiquei tão nervosa que esqueci de falar meu nome hahah. – Apesar dessa gafe, senti que o pessoal da sala é bem legal. Como eu disse: minhas expectativas foram superadas por completo e no fim deu tudo certo. Ainda bem.

Conforme as coisas vão acontecendo, vou entendendo ainda mais que tudo na vida é um processo, que sob o desconhecido é melhor andar com cautela até que se torne algo conhecido, que mudanças bruscas podem acontecer e, por mais difícil que seja, uma hora a adaptação acontece. O negócio é continuar vivendo. Sempre em frente. Com um passo de cada vez a gente chega onde quer chegar.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESTOU ME MUDANDO!!!

Ano passado escrevi um texto fazendo uma reflexão do meu ano e disse que, se tudo desse certo, vocês acompanhariam uma nova fase da minha vida esse ano. Depois de inúmeras burocracias para resolver e um problema que me fez pensar que tudo ia dar errado, deu certo. Finalmente posso afirmar: estou me mudando! 




Depois daquela fase de querer ser um monte de coisa na vida a cada semana, decidi que queria ser jornalista. Não me lembro quando isso começou, mas me lembro do motivo inicial: as revistas que sempre lia. Eu era uma adolescente absurdamente apaixonada pelas revistas jovens; principalmente pela Capricho .

Por conta das revistas que comprava ou que lia por aí, me apaixonei por esse universo de um modo inexplicável, sabe? E pela minha grande paixão pela Capricho, eu sempre quis ser jornalista de comportamento da revista - hoje em dia não rs -. Sempre dizia isso com o maior orgulho quando as pessoas me perguntavam, e por mais que ficasse em dúvida sobre seguir a carreira jornalística, jamais mudei de ideia sobre tal decisão. Felizmente, a dúvida nunca foi maior que a minha capacidade de sonhar.

No começo de 2018 eu decidi que aquele ano acadêmico precisava ser diferente dos outros. Só que pra isso acontecer eu teria que dar um jeito. Teria que bolar uma tática que me fizesse ficar motivada a estudar durante o ano todo, mesmo que desanimasse alguma hora. Eu tinha certeza de que continuaria sonhando e que isso ia me ajudar, mas eu queria mais. Eu queria algo visual, que eu pudesse ver, tocar e modificar quando fosse preciso. Foi a partir desse pensamento que veio a ideia de um mural.

Depois de muito pensar em como fazer, comprei uma folha de cortiça; alguns alfinetes; velcro; peguei as revistas que estavam guardadas no fundo do meu armário; folheei uma a uma e recortei tudo o que me inspirava; depois disso, peguei os recortes e fixei com alfinetes. Eu adorava cada uma das revistas, mas sabia que aquilo ia me motivar a fazer as coisas da melhor maneira possível e com os pés no chão. Durante os duzentos dias letivos eu deixei ele lá: fixado na parede do meu quarto em um lugar que eu sempre poderia vê-lo.

Foi o ano acadêmico mais tenso, fiz esse mural e mais um milhão de coisas para me motivar - algo dentro de mim dizia que a motivação precisava vir de mim mais do que nunca para o meu sonho dar certo - e funcionou.- Fui aprovada em uma faculdade para fazer o curso de jornalismo. Ok! Sucesso na primeira etapa, mas e aí?

Ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter passado, fiquei com medo de não conseguir fazer o curso, afinal de contas eu precisaria sair de casa. Perdi a conta das vezes que me questionei se conseguiria morar sozinha. Depois do vestibular essa era a minha maior angústia. Tempos depois, decidi que deveria pelo menos tentar, que deveria me inspirar em pessoas que, assim como eu são deficientes físicas, e independente disso resolveram se arriscar e tentar o que queriam.

Depois de procurar, finalmente encontrei o que se encaixasse nas minhas '' exigências''. Essa fase de mudança é algo muito novo para mim, não posso afirmar absolutamente nada sobre isso, pois terei que me adaptar à uma nova rotina, novas pessoas. novos lugares, em fim. É um processo. Não sei se dará certo, errado... mas mesmo assim virei aqui compartilhar. Tô aqui exatamente pra compartilhar minhas experiências de vida e fazer com que pessoas espalhadas pelo mundo talvez possam se identificar com elas e perceber que não estão sozinhas.

A partir de hoje vocês vão acompanhar a vida de uma caloura em jornalismo e explorar junto comigo as novas situações que meu novo lar tem a oferecer. Espero que fiquem comigo por aqui, viu? Certeza que vou ter muita coisa nova para documentar. Ah! Antes de encerrar esse post, só gostaria de pedir que não deixem o medo e a insegurança dominarem vocês, pois é no desconhecido que estão as maiores experiência e as melhores lições.  

                                             

sábado, 19 de janeiro de 2019

Senta que lá vem papo sério #3: Thiago Ventura, Netflix Brasil e a '' grande ideia'' das piadas com deficiência.

Olá. Tudo bem? Então, o primeiro Papo Sério de 2019 é sobre uma polêmica que está rolando na mídia: A Netflix Brasil lançou a série '' Comediantes do mundo''e, dentre os comediantes que aparecem na série, está Thiago Ventura, um comediante conhecido na internet brasileira. Thiago, em seu stand up comedy, faz piadas com pessoas portadoras de deficiência.

Série da Netflix Brasil




Para tal justificativa, o humorista diz que um de seus fãs disse que fazer piada com deficientes é uma maneira de inclusão. E é aí que começo a me questionar: Será mesmo? Quer dizer, em algumas situações, nós mesmos fazemos piadas com a nossa própria deficiência, mas fazemos isso com pessoas que temos pelo menos alguma intimidade e, muitas vezes, fazemos para lidar de forma bem humorada com as ocorrências do dia a dia.
Tá tudo bem em incluir pessoas com deficiência nesse mundo humorístico, sério mesmo. O problema surge quando o principal '' condutor'' da piada é a ignorância, a falta de conhecimento mínimo sobre o assunto. O problema tá no esteriótipo, na generalização, na falta de propriedade para falar - que aliás, pra gerar risos e palmas é totalmente ignorada, né? - Fazer piada desse jeito não é inclusão! É só preconceito ''mascarado'' mesmo. 

Inclusão é dar oportunidade de emprego para pessoas com deficiência, inclusão é existir acessibilidade o suficiente para que um portador de deficiência possa usufruir do seu direito de ir e vir de forma digna assim como as outras pessoas. Algo que possa ofender, prejudicar ou magoar terceiros não pode - nunca - ser considerado inclusão. E só para deixar claro: É decepcionante ver  uma empresa do porte da Netflix ser condizente com uma forma de preconceito dessas.

 #DeficiênciaNãoÉPiada 





terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O 15 de Janeiro que mudou tudo.

Há quatro anos, nesse mesmo dia, a minha vida estava prestes a mudar.

Olá. Me chamo Jennifer, tenho 18 anos, moro em Minas Gerais e sou deficiente física. Hoje, dia 15 de Janeiro, se completam quatro anos de uma cirurgia que fiz; e para mim, essa é realmente uma data marcante. Pensando nisso, vou contar um pouco da minha trajetória até aqui.

Por conta de complicações na gravidez da minha mãe, nasci prematura e com uma paralisia cerebral chamada triplegia à esquerda -perda total das funções motoras dos membros inferiores e superiores. – Passei um tempo na incubadora e depois pude ir para casa.

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Os anos foram passando, eu fui crescendo e os médicos diziam que eu não poderia andar. Com 2 anos e meio, em busca de alguma solução,  fui a primeira vez ao hospital SARAH Kubitschek, em Belo Horizonte. Foi lá que a minha vida começou a mudar. Passei por diversos profissionais, exames... A partir daí o diagnóstico começou a ser revertido e eu comecei a andar. 

Apesar de finalmente andar, pisava na ponta do pé esquerdo, e para reverter isso precisei usar gesso  –algumas vezes - e um aparelho tipo uma bota mesmo. Eles ajudavam bastante, já que assim meu pé era forçado a ficar no chão. A grande questão é que meu pé sempre voltava a ficar como antes e por causa disso os médicos sabiam que seria preciso fazer algo, no entanto seria preciso esperar.

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Eu continuei crescendo, indo ao hospital algumas vezes ao ano, fiz uma cirurgia nas virilhas, continuei indo à APAE da cidade... Em fim: segui com a minha vida. Quando cheguei à adolescência, a equipe de médicos disse que para a minha cirurgia definitiva acontecer só era preciso que meu crescimento parasse. E quando acontecesse, era só eu esperar que me chamassem. Em 2015 isso aconteceu.

Passei por todos os exames e avaliações um tempo antes dela ser realizada, e aí, dia 14 de Janeiro daquele ano, fui internada para a realização da minha - tão sonhada – cirurgia para a correção de marcha. Ela aconteceu dia 15 de Janeiro de 2015, durou a manhã toda e foi até as 13h:30min. Fiquei uma semana no hospital, 43 dias de gesso em casa, semanas – sério, eu não lembro quantas foram - no hospital para a fisioterapia, e um tempão de cadeira de rodas, andador e muleta. Esse capítulo foi com certeza o mais louco que já vivi até aqui. 

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Hoje eu tenho maturidade o suficiente para reconhecer que tive sorte. Tive sorte por ter um pessoal tão incrível cuidando de mim, por ter suporte de família e amigos, por ter feito amigos tão maravilhosos. Hoje eu vejo que essa experiência me mudou, me fortaleceu. E eu não poderia ser mais grata, mais feliz. Percebo que sou privilegiada por conseguir lidar com a minha deficiência tão bem, afinal nem todos conseguem. Eu espero do fundo do meu coração que eles pelo menos tentem. 


Sabe, no período de internação eu ouvi uma mulher dizer pra minha mãe que deficientes nunca poderão ser cem por cento normais, fiquei bem brava e essa frase nunca mais saiu da minha cabeça. Fiquei triste na época, mas atualmente eu concordo com ela. Nós não nos encaixamos no que a sociedade considera padrão. Na maioria das vezes temos mais limitações do que os outros, e tudo bem. Mas tem um ponto bem importante que devia ser considerado: ter limitações não significa incapacidade. A deficiência tira coisas da gente, mas dá outras mais valiosas: a persistência, a dedicação, a paciência, a capacidade de adaptação. Essa última é a que eu acho mais incrível. 

Algumas vezes não conseguimos realizar tarefas do jeito convencional, então adaptamos à nossa realidade própria e assim conseguimos realizá-las. Se a gente quer e vê possibilidades, buscamos tentar. Pessoas ‘’ normais’’  por mais que vejam, não entendem. Gosto da nossa capacidade de ir contra a correnteza, é inspirador até mesmo para aqueles que vivenciam realidades parecidas. Espero que continuem indo contra a correnteza e dando o melhor de si, porque até mesmo pra nós, o céu não é o limite.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Recomendação: Canal de música do João

Olá caros leitores, tudo bem? Demorei um pouco para aparecer nesse 2019, mas é que eu ainda não tenho muito o que dizer. Terei em breve, eu espero. Não ter nada para dizer não significa que não tenho nada para recomendar, muito pelo contrário. As férias estão aí, e com o tempo livre que tenho, descobertas de coisas para recomendar é o que não faltam! A primeira recomendação do ano é uma recomendação musical. 

Há alguns anos atrás eu jogava um jogo online e, por conta dele, fiz grandes amigos. Um desses meus amigos é o João Luiz. Desde que o conheci, vi que curtia muito cantar, sabe? Nós perdemos o contato durante um tempo, mas voltamos a nos falar recentemente e, se tem uma coisa que percebi é que: a paixão dele pela música só aumenta.
Arquivo Espontaneamente Espontânea


O João, dono de um talento enorme E de um canal no Youtube- é um garoto de 17 anos lá de Camacan, na Bahia. E eu resolvi falar dele para vocês porque eu sei como é ter uma paixão forte que nem a dele pela música e porque eu quis que vocês vissem um pouco do talento dele. E quer saber? Quem dera se todo mundo pudesse ter um João Luiz na vida. Só quem tá por perto sabe a sorte de ter ele.


As favoritas dele são as internacionais. Esse vídeo dele cantando Somewhere over the rainbow tá lá no Instagram, assim como algumas fotos e um take de um vídeo de música lá do YoutubeMúsica que ele mesmo compôs, tá? É só sucesso mesmo! Cês também acham que ele é talentoso? Se sim, é só ficar de olho no canal dele que ele sempre posta vídeos de música por lá.

Espero que tenham gostado da recomendação de hoje e que sempre incentivem quem os rodeia - e a vocês mesmos - a lutarem pelas suas paixões.