domingo, 16 de dezembro de 2018

A gente precisa de gente pra ser gente.

Pais, na maioria dos casos, querem e se esforçam para ser exemplo para seus filhos. E na verdade, eu até concordo. Afinal de contas, um bom exemplo contribui para a formação de um ser humano de caráter. Mas e as outras pessoas dentro dos nossos círculos que dizemos ser um exemplo para nós?

arquivo: espontaneamente espontânea

Eu não faço ideia se esse texto vai fazer sentido pra alguém, mas tudo bem. Então, minha grande questão é: Em certas ocasiões, por motivos específicos, dizemos que pessoas - que não são nossos pais - são exemplo. Acho isso interessante. Nossos conhecidos não escolhem isso. Não escolhem ser inspiração. Só estão vivendo a vida delas da forma que acham que devem, aguentando e fazendo certas coisas porque precisam ser feitas. Por mais complicado que isso seja.

arquivo: espontaneamente espontânea
A pessoa das fotos é o meu melhor amigo, e ele é meu maior exemplo de coragem. Já disse isso a ele, mas eu sei que sua intenção não é essa. Na verdade, ele não tem intenção nenhuma, só está fazendo o melhor que pode por si mesmo. Eu sei disso, mas ainda assim o tenho como um modelo a ser seguido.

Por conta de tudo o que passei na vida - você está lendo agora um texto de uma mulher com triplegia à esquerda que não viveu quase nada e já tem algumas histórias para contar - me dizem ser exemplo e sabe, pra mim é meio esquisito escutar isso. Fico meio sem reação, sem saber o que responder, bizarro. Na minha perspectiva eu só faço o que tem de ser feito, entende? Algumas coisas eu aguento porque preciso, só que como todo ser humano, eu também tenho vontades. E é por isso que em certas situações, eu persisto: porque quero fazer o máximo que puder para conquistar as coisas com as minhas próprias pernas, não ligo se vai ser mais difícil pra mim do que é pros outros; vou acabar dando um jeito dentro das minhas próprias possibilidades. Na minha cabeça isso é só a vontade enorme da independência, nada além disso.

Pensar em tudo isso pode dar um nó na cabeça, porque talvez eu não tenha me expressado de forma clara até aqui, mas basicamente: acho interessante como gente precisa de gente pra ser gente. Todo mundo pode ajudar ou influenciar todo mundo mesmo que não tenha a intenção disso, pode acabar acontecendo. Você, nesse exato momento, pode ser exemplo para alguém e talvez nem saiba disso. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Recomendação: Batalhas

Olá. Tudo bom? De vez em quando venho aqui compartilhar, dar pra vocês a recomendação de alguma coisa que gosto, independente do que for. Agora que estou de férias, aproveito o tempo livre para explorar a Netflix, porque né!? Título pra descobrir é o que não falta! Pois bem, dia desses eu estava procurando algo novo para ver, e foi aí que encontrei algo bem interessante: o filme Batalhas.


Direção: Katarina Launing/ Gênero: Drama estrangeiro/
Classificação Etária:
14 anos
Batalhas é uma produção norueguesa em parceiria com a Netflix, e apesar de possuir uma história parecida com demais filmes que envolvem dança, tem a capacidade de prender a atenção de quem o assiste. Além de tudo, acho interessante o fato de não possuir idioma e nem legenda em inglês. Não que isso seja completamente ruim, só acho que pode ser uma oportunidade para conhecimento de novos idiomas, sabe? Mas isso é assunto de um outro post que espero fazer em breve.



 Amelie é uma jovem que vive com seu pai, estuda na melhor escola e tem uma vida confortável. Após seu pai decretar falência e surgir, por ordem da justiça, a necessidade de deixar a casa em que mora, a jovem se depara com uma realidade totalmente nova. Dentre tantas mudanças em sua vida; incluindo Mikael, o dançarino de hip hop que Amelie conhece após se mudar, ainda existe a possibilidade da moça conquistar uma bolsa de estudos para a Holanda. Mas será mesmo que sua perspectiva de vida continuará igual mesmo depois de tantas mudanças? 

Amália e Mikael dançam juntos em uma batalha.

Amelie, interpretada por Lisa Teige, logo percebe a real - e nova - situação em que se encontra, mas perceber não significa aceitar. A moça acaba se embolando em suas próprias mentiras e na vida dupla que acaba criando. Em determinado momento suas mentiras são descobertas e isso faz com que todos se afastem dela, até mesmo Mikael.

Mikael, interpretado por Fabian Svegaard Tapia, se apaixona por Amália perdidamente. Porém, logo é perceptível para quem assiste que, além de simpático e talentoso, o jovem sabe bem dos seus valores e não perde a sua essência mesmo disposto a fazer tudo por Amália e mostrar a ela que existe o lado bom de viver na simplicidade.

A Trilha Sonora: 

É totalmente impossível falar do filme e não falar da trilha sonora! No meu Spotify, tenho uma playlist só para as músicas dos filmes que assisto. Se eu gosto da música de um filme, pode ter certeza que ela está nessa playlist.

O filme conta com músicas norueguesas e em Inglês, e a música do casal principal é Yomi – Unnskyld. Essa música deixa tudo com um ar de esperança e singularidade. Títulos como Youth - Daughter e Jealous - TRXD, Harper também compõem a trilha sonora da trama.


''Batalhas'' não é apenas um filme de romance, drama, ou dança. É um filme que mostra que, por mais horríveis que alguns finais possam parecer, sempre existirá um novo começo e novas chances para se descobrir e explorar o desconhecido.



sábado, 8 de dezembro de 2018

O conceito do Plano de Metas de JK se aplicando em 2018. Ou talvez não.

Antes de tudo, deixa eu fazer uma pergunta pra você: Por acaso tu se perdeu e se encontrou alguma vez esse ano? Olha, eu sim. Me perdi do início ao fim de 2018, e me encontrei na mesma proporção. Ainda bem. Eu sigo nessa de me perder e me encontrar, mas eu nem tô tão preocupada com isso, porque afinal, essa situação aconteceu o ano todo e eu continuo aqui.

Eita ano difícil, né? Não sei se pensam como eu, só que na minha percepção, aconteceram coisas demais esse ano, tanto boas como ruins. Acontecimentos que '' prenderam'' a minha atenção ao longo do tempo: muitas pessoas se casaram, MUITAS pessoas tiveram filhos ou engravidaram, muitos estudantes se dedicaram ao extremo pelos seus objetivos, e por último: pessoas podem ser capazes de fazerem coisas absurdas por política.

Sabe, com as duas primeiras ocasiões e com a última eu fiquei/ estou realmente assustada. Não sei se é porque eu não pretendo casar, ter filhos - isso pode mudar né, migos? Mas por enquanto tô bem de boa pensando assim.- E não sei se é porque não tenho partido e tal - Então vejo prós e contras dos dois lados.- Mas assim, fiquei assustada mesmo viu, oua!

Sobre o terceiro fato: Sim, eu sei que em todos os anos estudantes estão por aí se dedicando. Dei ênfase para esse ano porque apesar da pressão de todos os outros anos, nunca havia sentido uma pressão dessas. No terceiro ano, o que todo mundo diz é que você precisa passar em uma faculdade. Ou pior: dizem que você precisa passar em uma faculdade federal, sabe? Como se passar em uma particular não fosse mérito o suficiente. O mais engraçado? Existe pressão por todo lado, pessoas dizendo que você deve estudar e tal. Tá todo mundo preocupado com a aprovação, ninguém preocupado com a saúde mental do vestibulando além dele mesmo, é claro. Foi isso que prendeu a minha atenção, afinal de contas é uma situação que precisa mudar.

Arquivo deste blog

Ah, me indignei com algumas coisas sim, mas foi um ano tão... educativo que até com as coisas ruins eu aprendi. Foi um ano intenso, mas bom. E aí vai uma listinha dos meus acontecimentos desse ano: 

- Aprendi a gostar do meu cabelo como ele é. E agora, quando eu faço chapinha, me acho estranha.

-Fiz três tatuagens relacionadas a acontecimentos bem significativos. Uma delas é a da foto desse post.

- Pela primeira vez eu fiquei emocionada fazendo aniversário, acho que nunca havia ficado tão grata pela minha vida.

- Tive a melhor festa de aniversário dos últimos três anos.

- Usei a fotografia como forma de expressão e me apaixonei por ela mais do que antes.

- Aprendi a cozinhar mais pratos.

- Entendi que relacionamentos acabam, não vale à pena tentar fazer dar certo o que você sabe que não vai dar e, por isso, o importante é tirar um tempo pra si mesmo pra organizar pensamentos.

- Aprendi a dirigir. E com certeza isso foi/ é tão difícil quanto aprender a andar de novo.

- Aconteceu algo que jamais imaginei: Me apaixonei por uma faculdade.

- Passei a exercer meus direitos como deficiente física. P.s: migos que também têm alguma deficiência: exerçam o direito de vocês, seja onde for! Inclusive: selecionem sim a sala de acesso especial, no ENEM, viu? Acredito que é mais tranquilo do que nas salas normais, por conta do menor número de pessoas e pela facilidade de acesso mesmo.

- Senti orgulho pela coragem e dedicação das pessoas ao meu redor.

- Me formei no Ensino Médio. 

- Criei um blog novo.

Ano que vem, se Deus quiser, cês vão passar a acompanhar uma fase nova na minha vida. Espero que continuem aqui comigo. Espero que independente de ter sido bom ou ruim, 2018 tenha dado a todos, novos ensinamentos. E se acham que não: o ano ainda não terminou. Ainda há tempo de se surpreender. Bom, e só lembrando: Não prometo postar sempre, mas prometo dar o melhor de mim em todos os posts. 

                                                                                  Beijos e boas festas!

                                                                                      


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Recomendação: Fotografia

Olá. Tudo bem? Ultimamente estou com um bloqueio criativo pra escrever, mas tava pensando em algo que pudesse ser válido e interessante pra vocês e cheguei a seguinte conclusão: "Por quê não falar de fotografia?" Bom, cá estamos.

Só queria deixar claro que não sou Expert em fotografia. Quero muito fazer faculdade ou algum curso referente a isso, mas por enquanto, sou só uma amadora. Eu amo fotografar todo tipo de coisa, e por mais que eu não seja profissional, acho válido e quero compartilhar dicas sobre esse assunto porque considero a fotografia uma forma de arte, de expressão de sentimento e a forma - singular - que cada pessoa tem de retratar as situações que a vida proporciona.

As dicas que trago hoje são de aplicativos de edição para fotos tiradas com celular. São quatro aplicativos que uso e ajudam muito a deixar a foto com o estilo que eu gosto.

1- Facetune 2: É um aplicativo de retoque. Uma espécie de Photoshop, a versão grátis do Facetune. Pra mim o mais legal desse aplicativo são as funções: detalhes e desfocar. Na função de detalhes é possível realçar qualquer parte desejada da foto, e na de desfocar é possível desfocar qualquer parte da foto que nem quando a gente foca em um lugar com a câmera e outro fica embaçado, sabe? Outra coisa que eu acho bem interessante, é a opção de deixar a foto em p&b. Essa função não é a mesma coisa de selecionar um filtro p&b. O resultado é o mesmo, mas pra mim parece melhor, mais sutil.

2- Ligthroom: É um aplicativo pra tratar a foto, dá pra mexer em cor, saturação... essas coisas. Deixa a foto com um caráter mais profissional. A função que mais gosto nele é a função '' ótica". Nessa função dá pra remover o desvio cromático e ativar as correções de lente. Resumindo: a foto fica mais nítida de um jeito natural.

3- VscoCam: Trata a foto + Efeitos. Eu uso ele pra tratar a foto também, mas confesso que uso mesmo por conta da função de esmaecimento e pelos efeitos. ADORO!

4- HUJI: A função dele é diferente dos outros: ele funciona como uma câmera, não é pra edição. As fotos todas saem no estilo Vintage, porém, dependendo dos elementos e da luz, a foto sai com " efeitos" variados que a câmera mesmo já adiciona. É pra quem curte fotos "diferentonas"

Todos esses aplicativos eu uso bastante, e quase todas as minhas fotos tem uma característica porque eu combino sempre o Facetune 2 + Ligthroom + Vsco. O que muda são os efeitos, os tratamentos das fotos são os mesmos. O HUJI eu uso quando quero e percebo que cabe à foto sair do convencional, já que não é toda foto que fica boa com ele, assim como é com a função p&b do primeiro app. Existem as fotos certas.

Agora algumas fotos que tirei e usei esses aplicativos:
Facetune 2 + Ligthroom + Vsco.
Facetune 2 + Ligthroom + Vsco.

Facetune 2 + Ligthroom + Vsco.
Facetune 2 + Ligthroom + Vsco.


HUJI

HUJI

HUJI

Todas essas - e mais - fotos estão no meu Instagram, se gostou e quiser, é só me seguir lá! Espero ter ajudado e motivado você a praticar a arte diária da fotografia! Até a próxima.







quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Recomendação: Atypical

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Série original Netflix| Criação: Robia Rashid| Classificação Etária: 14 anos|
Classificação: A série certa para quem cansou de clichê

Sam, um garoto diagnosticado dentro do espectro do autismo, é encorajado por sua psicóloga a encontrar uma namorada. A partir daí se inicia uma maravilhosa jornada de 18 episódios que mostra a evolução da independência e autoconhecimento do garoto e da vida de todos que o rodeiam.

Não a considero clichê, a considero ótima para pessoas que querem assistir algo novo, fora da zona de conforto. Acredito que também tenha coisas a ensinar, uma vez que mostra que mesmo a vida sendo cheia de obstáculos, existem coisas que a fazem valer a pena.




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

05.10.18

Ei. Tudo bom? Eu sei que sumi por bastante tempo, tava precisando colocar algumas coisas em ordem na minha vida, e apesar de ainda não estar tudo organizado, já consigo voltar as escrever outra vez. Nos últimos meses foi um pouco difícil até pra dormir, demorei o maior tempão pra aceitar certa situação que estava acontecendo. Eu tinha plena consciência de tudo o que estava acontecendo, e mais ainda: tinha plena consciência de que já estava na de mudar o curso das coisas. Pensei, refleti, conversei com amigos meus, respirei fundo e fiz o que precisava. É difícil, mas somos mais fortes do que pensamos ser. 

@jennifer_ camargos

Quando não queremos que certa situação termine, damos o máximo de nós pra tentar fazer com que tudo melhore. Só que chega um momento que a gente não suporta mais tentar de tudo, e aí, por nós mesmos, percebemos que o melhor é deixar pra lá e seguir em frente, e sinceramente: isso é o melhor a se fazer. Talvez você que esteja lendo isso conheça alguém que está passando por esse processo de aceitação, ou talvez você seja quem está passando por isso; de qualquer forma: não força nada. Cada pessoa tem seu tempo pra tudo, e com certeza, em algum momento tudo vai se ajeitar. O negócio é ter paciência.

Depois que eu finalmente me resolvi, minha vida ficou melhor e eu, mais leve. Coisas incríveis estão acontecendo depois que me permiti, inclusive, a foto desse post é o único registro que eu tenho de um dia que foi especial pra caramba e que, se eu não tivesse me resolvido, provavelmente não receberia as notícias desse dia de uma maneira tão aberta como eu recebi. Ainda bem que me resolvi.

É isso. Minha vida tá bem corrida ultimamente, tenho me cobrado muito e tenho estado preocupada com o futuro do país. Eu tô bem perto de começar a escrever um novo capítulo da minha história e de começar a lutar pelo meu maior sonho; e o país também tá bem perto de mudanças, e mudança nem sempre significa algo bom. Diante de tudo o que eu disse, peço que orem e mandem energias positivas pro Brasil e para mim também. Vamos precisar! 

    Não sei ao certo quando vou voltar, mas prometo que será logo. Até breve.
                                                                                                               
                                                                                                                     Jennifer.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Senta que lá vem papo sério #2: GENTE, O QUE TÁ ACONTECENDO?

Oi. Tudo bom? Tirei um tempo hoje para vir aqui e conversar sobre um negócio sério que tá acontecendo. Minha vontade era até fazer um vídeo, mas sou tímida pra isso então vai em texto mesmo né? O importante é falar. Bom, acredito que pessoas do mundo todo saibam que esses dias o Brasil tá pegando fogo, certo?( Se não, pesquisa aí sobre as notícias do país nessa semana) E assim, o fato de hoje me deixou ainda mais chocada. E hoje eu tô aqui para falar sobre ele.

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Incêndio do Museu Nacional, uma das tragédias dessa semana.

Olha, vou ser super sincera aqui: sobre política eu não sei quase nada. Tanto é, que nem lado eu tenho, existem coisas que eu concordo e discordo. Isso acontece dos dois lados, e por mim tudo bem. Hoje(06), quando eu soube que o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro(PSL) foi esfaqueado, eu me senti mal. Não me senti mal porque sou de esquerda ou direita, eu me senti mal porque uma pessoa atentou contra a vida de outra; e o motivo provavelmente foi a falta de concordância de ideias. Isso parece normal pra você? Pra mim não.

Pessoas dizem, que política, religião, e outros assuntos não se discutem. Eu, Jennifer Camargos Gontijo Silva, digo me baseando na minha opinião e princípios, que com respeito e bom senso se faz qualquer coisa. Só que isso é o que está mais em falta por aqui. Todo mundo quer impor uma ideologia como correta, mas ninguém tá disposto a ouvir e a respeitar uma opinião diferente. E então, pela falta de bom senso, pessoas se acham no direito de tirar a vida de outras. Gente, QUAL O SENTIDO DISSO? ME EXPLICA AQUI POIS NÃO ESTOU ENTENDENDO! Galera, o direito à vida TODO MUNDO TEM, E NINGUÉM TEM O DIREITO DE ARRANCAR ISSO DO COLEGUINHA NÃO, VIU? Eu sei que tem gente que se acha dona da verdade, mas não é assim não! Todos ficamos zangados por nem sempre concordarem com tudo que dizemos, e tudo bem. Mas sabe, é tão bom quando a gente se controla, não age por impulso e percebe que esperar a poeira abaixar foi a melhor opção... Dá um alívio pela possível besteira que evitamos...
                                


Amanhã é comemorada a Independência do Brasil e eu só sigo me perguntando se diante de tanta coisa ruim os brasileiros têm o que comemorar. Por enquanto não vejo nada de luz, felicidade. Só vejo um povo desesperado por mudanças em todos os âmbitos, mas que não é capaz de se unir por um segundo para parar e pensar no que pode ser feito em conjunto para que os governantes executem seus papéis de forma louvável e tirem do brasileiro a desesperança de um país melhor. Quando cada um parar de olhar só pra si, aí sim sentirei orgulho de comemorar uma data tão importante como a de amanhã.

Jennifer Camargos.




domingo, 12 de agosto de 2018

00:48

Oi. Tá meio tarde já, mas mesmo assim eu decidi vir aqui antes que meu ânimo para escrever desapareça. Meu intuito ao escrever, é fazer com que as pessoas se identifiquem com sentimentos parecidos ao que estão sentindo. Sempre foi. Desde o meu antigo blog. O mundo tem gente pra caramba, e eu sei que, mesmo por acaso, pessoas do mundo todo chegam até aqui, e ainda que não me conheçam, talvez estejam sentindo algo parecido com o que eu estou.



Quem me conhece o suficiente, sabe que um dos grandes sonhos da minha vida é ser jornalista. Tenho esse sonho desde que comecei a amadurecer minhas opiniões sobre as coisas que me rodeiam. E olha, até um tempo atrás eu só me via realizando esse sonho, nunca tinha me imaginado passando pelas etapas necessárias para chegar lá. A única coisa que eu via era meu sonho se realizando. Bom, pelo menos até 2018 bater na porta. Nesse momento eu precisei colocar meus pés no chão um pouco, uma vez que o vestibular seria logo, e a possibilidade de tornar meu sonho algo concreto já ia estar bem na minha cara.

O ano já passou da metade, e a minha possibilidade tão sonhada está bem aqui. Junto com ela, também estão as etapas pelas quais terei de passar, aquelas que eu nunca havia parado para pensar antes. A etapa das provas de admissão à faculdade eu sempre soube, e acredite: estou fazendo o melhor que posso. Mas se quer saber, essa nem é a parte que mais me preocupa. O ''x'' da minha grande questão comigo mesma é a parte de morar sozinha.





Claro, essa parte deve assustar a grande maioria, certo? Afinal, a pessoa vai deixar a zona de conforto dela e experimentar algo novo. Confesso que morar sozinha sempre foi outro sonho meu, mas na minha condição de deficiente física isso talvez seja um pouquinho complicado. 


Ter deficiência nunca me gerou um grande problema comigo mesma, mas de vez em quando até que dá vontade de fazer parte da porcentagem que a gente chama de '' pessoas normais''. Só que depois passa. Ainda bem. Hoje em dia eu vejo que toda a perseverança que eu tenho, só devo a minha triplegia à esquerda(descobri esses dias o tipo da minha paralisia e achei o nome interessantíssimo, hahah), porque por causa dela eu passei por coisas; e para passar por elas eu precisei de muita perseverança. E atualmente eu a reconheço como um dos meus maiores valores.



Contudo, ela pode dificultar as coisas pra mim quando eu for cursar Jornalismo e mudar todo o rumo da minha vida. Eu não escolhi tê-la, mas também não a rejeito. Porém, assim como todos, eu tenho sonhos e planos para a minha vida. E saber que eu posso arruinar o meu maior sonho, me faz ficar assustada como nunca. Mesmo que involuntariamente, eu penso nisso o tempo todo, e o tempo todo é como se eu não conseguisse respirar, é como se eu fosse explodir por conta de tanta insegurança e medo reprimido de fracassar em algo que eu sempre quis com todas as minhas forças.








segunda-feira, 16 de julho de 2018

Quão libertadoras as mudanças podem ser?


Desde criança eu sempre tive questões pendentes comigo mesma sobre meu corpo e meu cabelo. Desde que comecei a entender e a saber do que eu gostava ou não; aceitar, respeitar e gostar do meu cabelo nunca esteve em questão. Enquanto criança eu nunca me preocupei tanto com aparência. Por isso, mesmo me incomodando, o deixava preso em rabos de cavalo, tranças, ou solto, algumas vezes, sem modifica-lo. Conforme eu fui crescendo, passei a me preocupar mais com a minha aparência e, a partir disso, meu cabelo passou a ser realmente uma grande questão na minha vida.

As pessoas sempre opinaram muito, sabe? Mesmo não tendo relação nenhuma com elas, uma opinião não solicitada sempre surgiu (e ainda surge). Por não gostar do que eu tinha, minha opção era a chapinha (Minha mãe nunca me deixou fazer progressiva). Festas, cotidiano... em qualquer situação a tal da chapinha estava lá comigo. Em certas ocasiões ela realmente foi uma aliada, já em outras... – Em um ano, no Natal, fui ao salão e fiz a chapinha. Na volta pra casa peguei uma chuva e cheguei toda ensopada e com dinheiro desperdiçado. Passei a data com um cabelo que eu odiava, e isso me traumatizou. – Apesar do meu cabelo danificado e desses perrengues que já passei, eu sempre achei que era um bom investimento a se fazer. Até ano passado.

Em 2016 eu coloquei como meta aceitar meu cabelo como ele realmente era. Não funcionou. Eu continuei investindo em alisamento. Em 2017, eu não coloquei isso como meta porque achei que não ia funcionar. Em Dezembro do ano passado eu decidi que estava cansada de ter meu coro cabeludo queimado e que faria algo a respeito no próximo ano. Em 2018, no primeiro dia do ano, estava tentando começar algo de que me orgulhasse: passei, por escolha própria, uma data comemorativa com o meu cabelo como ele é de verdade. Foi um pouco complicado mas com algumas flores e fotos, foi se tornando algo normal pra mim ao longo do dia. Por causa dessa experiência que decidi viver, nunca mais quis alisar.

Foto tirada hoje( Arquivo deste blog)



Felicidade é saber que as pessoas estão se aceitando como são e entendendo que modificar algo que não gostam também faz bem e pode sim acontecer. Ontem eu ouvi que usar o cabelo ao natural ‘’ tá na moda’’. Não. Não ‘’ tá na moda’’. O que está acontecendo ao meu ver é que: pessoas estão tomando a decisão importantíssima de se aceitar e se gostar, e graças a isso, outras pessoas são incentivadas a fazerem o mesmo. Não é moda. É só a humanidade evoluindo suas concepções e conceitos. É algo que levou tempo e paciência, mas que vem se tornando normal, ainda bem. Não sei se fui influenciada, talvez sim. Só sei que ainda bem que o mundo tá evoluindo. Ainda bem que tô evoluindo junto com ele e que graças a isso venci um obstáculo que pra mim era gigante. Espero que mais pessoas possam evoluir também. Felicidade é saber que o mundo têm evoluído aos poucos e graças a isso pessoas têm percebido que são maiores do que seus próprios monstros interiores.





domingo, 24 de junho de 2018

Senta que lá vem papo sério!

Olá. Faz tempo que não apareço, né? Pois é! Mas bom, o '' Senta que lá vem papo sério'' é um quadro que criei aqui para o blog para falar de coisas bem sérias meesmo! Então, meus queridos, se estão com tempo, podem se sentar e ler esse post com muita calma e atenção. Agora, se tá sem tempo, coloca o blog nos favoritos, põe um lembrete pra ler quando estiver mais desocupado... sei lá! É só que... é um post pra ser lido com calma, beleza?



Primeiramente: Você sabe o que é um tabu? Sim? Ótimo! Não? Te conto agora! Segundo o Toda Matéria, tabu é um conceito utilizado na filosofia, antropologia e sociologia e que está relacionado com a proibição, censura, perigo e impureza de determinadas atividades sociais. Ou seja, um assunto que ainda possui certa resistência na hora de ser debatido, que as pessoas ainda não falam dele de forma totalmente natural e sem censura. Pra mim não existe esse negócio não! Ok que tem gente que tem certa resistência, mas eu, se me der vontade e se me permitirem falar, eu falo na maior naturalidade(daí o nome do blog), principalmente sobre tabus sexuais. Exatamente por isso estou aqui: para falar sobre masturbação feminina.




 arquivo deste blog: espontaneamente espontânea


                       
Masturbação é a estimulação dos órgãos genitais, seja ele feminino ou masculino, ou outras regiões como anus ou mamas. É uma forma de autoconhecimento do corpo e ao contrário do que muita gente pensa não faz mal á saúde, não altera a anatomia do corpo E NÃO SÃO APENAS HOMENS QUE PRATICAM(!!!) Pesquisas mostram que mulheres também se masturbam. No entanto, as porcentagens femininas são muito inferiores às masculinas. Diante disso eu me pergunto: Por quê? Sabe, na percepção de São Tomaz de Aquino isso era um dos pecados mais graves, mas no século em que estamos, onde homens o praticam livremente, por que mulheres devem sentir vergonha ou porque tal resistência em falar sobre? Tá errado isso, hein!

Assim como o sexo é mais que prazer, a masturbação também é. É autoconhecimento acima de tudo. É conhecer seu corpo antes que o outro faça e, graças a isso, até ter a capacidade de detectar algo incomum. Não é errado e muito menos vergonhoso. É algo que deveria ser natural pra mulher tanto quanto é pro homem. É um tabu que precisa ser desconstruído! Mas pra isso nós mulheres precisamos primeiramente parar de ver isso como algo ruim e passar a ver como algo bom, vantajoso. E só depois que fizermos isso conseguiremos desconstruir a visão hermética que a sociedade tem sobre um assunto que deveria ser tão comum

sábado, 2 de junho de 2018

A vida tá passando e a gente nem tá vendo.

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Tive uma crise essa semana. Não foi daquelas existenciais, sabe? Foi daquelas que em uma hora você tá deitado na cama ouvindo uma playlist no modo aleatório e aí, do nada você já tá pensando demais. No meu caso eu estava ouvindo uma música da Maria Gadú, e por causa dessa música eu comecei a pensar no quão rápido a vida passa por nós. Em um dia estamos viajando ou curtindo um feriado com alguém, e no outro essa pessoa simplesmente já não está mais ao alcance dos nossos olhos.

Esse ano, mais precisamente daqui a alguns dias, faço dezoito anos; e daqui a poucos meses vou me formar. Quando eu penso nisso, logo lembro-me de como a vida da minha avó passou diante dos meus olhos e por isso ela não pode mais estar presente nesses eventos. Também penso em como as pessoas ao meu redor cresceram e eu nunca nem se quer havia parado para prestar atenção, como é o caso da minha prima que está nessas fotos: ela é três anos mais nova que eu e eu sempre estive presente na vida dela acompanhando tudo. Quando éramos crianças nós brigávamos muito, por tudo. Mas o tempo foi passando e as brigas diminuíram, tanto que ela até topou ser fotografada pra esse post. 
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O tempo passa muito rápido para todos, sem nenhuma exceção. E a gente muitas vezes nem vê, né? As 24h raramente são o bastante para que façamos o que precisamos e o que queremos fazer. Só vivemos no automático e quando nos damos conta nossos primos caçulas já cresceram, nossos avós já se foram... E nós? Bom, estamos por aí nos preocupando demais com coisas secundárias e vivendo de menos as coisas primárias na esperança de que o amanhã seja melhor que o hoje.


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