domingo, 16 de dezembro de 2018

A gente precisa de gente pra ser gente.

Pais, na maioria dos casos, querem e se esforçam para ser exemplo para seus filhos. E na verdade, eu até concordo. Afinal de contas, um bom exemplo contribui para a formação de um ser humano de caráter. Mas e as outras pessoas dentro dos nossos círculos que dizemos ser um exemplo para nós?

arquivo: espontaneamente espontânea

Eu não faço ideia se esse texto vai fazer sentido pra alguém, mas tudo bem. Então, minha grande questão é: Em certas ocasiões, por motivos específicos, dizemos que pessoas - que não são nossos pais - são exemplo. Acho isso interessante. Nossos conhecidos não escolhem isso. Não escolhem ser inspiração. Só estão vivendo a vida delas da forma que acham que devem, aguentando e fazendo certas coisas porque precisam ser feitas. Por mais complicado que isso seja.

arquivo: espontaneamente espontânea
A pessoa das fotos é o meu melhor amigo, e ele é meu maior exemplo de coragem. Já disse isso a ele, mas eu sei que sua intenção não é essa. Na verdade, ele não tem intenção nenhuma, só está fazendo o melhor que pode por si mesmo. Eu sei disso, mas ainda assim o tenho como um modelo a ser seguido.

Por conta de tudo o que passei na vida - você está lendo agora um texto de uma mulher com triplegia à esquerda que não viveu quase nada e já tem algumas histórias para contar - me dizem ser exemplo e sabe, pra mim é meio esquisito escutar isso. Fico meio sem reação, sem saber o que responder, bizarro. Na minha perspectiva eu só faço o que tem de ser feito, entende? Algumas coisas eu aguento porque preciso, só que como todo ser humano, eu também tenho vontades. E é por isso que em certas situações, eu persisto: porque quero fazer o máximo que puder para conquistar as coisas com as minhas próprias pernas, não ligo se vai ser mais difícil pra mim do que é pros outros; vou acabar dando um jeito dentro das minhas próprias possibilidades. Na minha cabeça isso é só a vontade enorme da independência, nada além disso.

Pensar em tudo isso pode dar um nó na cabeça, porque talvez eu não tenha me expressado de forma clara até aqui, mas basicamente: acho interessante como gente precisa de gente pra ser gente. Todo mundo pode ajudar ou influenciar todo mundo mesmo que não tenha a intenção disso, pode acabar acontecendo. Você, nesse exato momento, pode ser exemplo para alguém e talvez nem saiba disso. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Recomendação: Batalhas

Olá. Tudo bom? De vez em quando venho aqui compartilhar, dar pra vocês a recomendação de alguma coisa que gosto, independente do que for. Agora que estou de férias, aproveito o tempo livre para explorar a Netflix, porque né!? Título pra descobrir é o que não falta! Pois bem, dia desses eu estava procurando algo novo para ver, e foi aí que encontrei algo bem interessante: o filme Batalhas.


Direção: Katarina Launing/ Gênero: Drama estrangeiro/
Classificação Etária:
14 anos
Batalhas é uma produção norueguesa em parceiria com a Netflix, e apesar de possuir uma história parecida com demais filmes que envolvem dança, tem a capacidade de prender a atenção de quem o assiste. Além de tudo, acho interessante o fato de não possuir idioma e nem legenda em inglês. Não que isso seja completamente ruim, só acho que pode ser uma oportunidade para conhecimento de novos idiomas, sabe? Mas isso é assunto de um outro post que espero fazer em breve.



 Amelie é uma jovem que vive com seu pai, estuda na melhor escola e tem uma vida confortável. Após seu pai decretar falência e surgir, por ordem da justiça, a necessidade de deixar a casa em que mora, a jovem se depara com uma realidade totalmente nova. Dentre tantas mudanças em sua vida; incluindo Mikael, o dançarino de hip hop que Amelie conhece após se mudar, ainda existe a possibilidade da moça conquistar uma bolsa de estudos para a Holanda. Mas será mesmo que sua perspectiva de vida continuará igual mesmo depois de tantas mudanças? 

Amália e Mikael dançam juntos em uma batalha.

Amelie, interpretada por Lisa Teige, logo percebe a real - e nova - situação em que se encontra, mas perceber não significa aceitar. A moça acaba se embolando em suas próprias mentiras e na vida dupla que acaba criando. Em determinado momento suas mentiras são descobertas e isso faz com que todos se afastem dela, até mesmo Mikael.

Mikael, interpretado por Fabian Svegaard Tapia, se apaixona por Amália perdidamente. Porém, logo é perceptível para quem assiste que, além de simpático e talentoso, o jovem sabe bem dos seus valores e não perde a sua essência mesmo disposto a fazer tudo por Amália e mostrar a ela que existe o lado bom de viver na simplicidade.

A Trilha Sonora: 

É totalmente impossível falar do filme e não falar da trilha sonora! No meu Spotify, tenho uma playlist só para as músicas dos filmes que assisto. Se eu gosto da música de um filme, pode ter certeza que ela está nessa playlist.

O filme conta com músicas norueguesas e em Inglês, e a música do casal principal é Yomi – Unnskyld. Essa música deixa tudo com um ar de esperança e singularidade. Títulos como Youth - Daughter e Jealous - TRXD, Harper também compõem a trilha sonora da trama.


''Batalhas'' não é apenas um filme de romance, drama, ou dança. É um filme que mostra que, por mais horríveis que alguns finais possam parecer, sempre existirá um novo começo e novas chances para se descobrir e explorar o desconhecido.



sábado, 8 de dezembro de 2018

O conceito do Plano de Metas de JK se aplicando em 2018. Ou talvez não.

Antes de tudo, deixa eu fazer uma pergunta pra você: Por acaso tu se perdeu e se encontrou alguma vez esse ano? Olha, eu sim. Me perdi do início ao fim de 2018, e me encontrei na mesma proporção. Ainda bem. Eu sigo nessa de me perder e me encontrar, mas eu nem tô tão preocupada com isso, porque afinal, essa situação aconteceu o ano todo e eu continuo aqui.

Eita ano difícil, né? Não sei se pensam como eu, só que na minha percepção, aconteceram coisas demais esse ano, tanto boas como ruins. Acontecimentos que '' prenderam'' a minha atenção ao longo do tempo: muitas pessoas se casaram, MUITAS pessoas tiveram filhos ou engravidaram, muitos estudantes se dedicaram ao extremo pelos seus objetivos, e por último: pessoas podem ser capazes de fazerem coisas absurdas por política.

Sabe, com as duas primeiras ocasiões e com a última eu fiquei/ estou realmente assustada. Não sei se é porque eu não pretendo casar, ter filhos - isso pode mudar né, migos? Mas por enquanto tô bem de boa pensando assim.- E não sei se é porque não tenho partido e tal - Então vejo prós e contras dos dois lados.- Mas assim, fiquei assustada mesmo viu, oua!

Sobre o terceiro fato: Sim, eu sei que em todos os anos estudantes estão por aí se dedicando. Dei ênfase para esse ano porque apesar da pressão de todos os outros anos, nunca havia sentido uma pressão dessas. No terceiro ano, o que todo mundo diz é que você precisa passar em uma faculdade. Ou pior: dizem que você precisa passar em uma faculdade federal, sabe? Como se passar em uma particular não fosse mérito o suficiente. O mais engraçado? Existe pressão por todo lado, pessoas dizendo que você deve estudar e tal. Tá todo mundo preocupado com a aprovação, ninguém preocupado com a saúde mental do vestibulando além dele mesmo, é claro. Foi isso que prendeu a minha atenção, afinal de contas é uma situação que precisa mudar.

Arquivo deste blog

Ah, me indignei com algumas coisas sim, mas foi um ano tão... educativo que até com as coisas ruins eu aprendi. Foi um ano intenso, mas bom. E aí vai uma listinha dos meus acontecimentos desse ano: 

- Aprendi a gostar do meu cabelo como ele é. E agora, quando eu faço chapinha, me acho estranha.

-Fiz três tatuagens relacionadas a acontecimentos bem significativos. Uma delas é a da foto desse post.

- Pela primeira vez eu fiquei emocionada fazendo aniversário, acho que nunca havia ficado tão grata pela minha vida.

- Tive a melhor festa de aniversário dos últimos três anos.

- Usei a fotografia como forma de expressão e me apaixonei por ela mais do que antes.

- Aprendi a cozinhar mais pratos.

- Entendi que relacionamentos acabam, não vale à pena tentar fazer dar certo o que você sabe que não vai dar e, por isso, o importante é tirar um tempo pra si mesmo pra organizar pensamentos.

- Aprendi a dirigir. E com certeza isso foi/ é tão difícil quanto aprender a andar de novo.

- Aconteceu algo que jamais imaginei: Me apaixonei por uma faculdade.

- Passei a exercer meus direitos como deficiente física. P.s: migos que também têm alguma deficiência: exerçam o direito de vocês, seja onde for! Inclusive: selecionem sim a sala de acesso especial, no ENEM, viu? Acredito que é mais tranquilo do que nas salas normais, por conta do menor número de pessoas e pela facilidade de acesso mesmo.

- Senti orgulho pela coragem e dedicação das pessoas ao meu redor.

- Me formei no Ensino Médio. 

- Criei um blog novo.

Ano que vem, se Deus quiser, cês vão passar a acompanhar uma fase nova na minha vida. Espero que continuem aqui comigo. Espero que independente de ter sido bom ou ruim, 2018 tenha dado a todos, novos ensinamentos. E se acham que não: o ano ainda não terminou. Ainda há tempo de se surpreender. Bom, e só lembrando: Não prometo postar sempre, mas prometo dar o melhor de mim em todos os posts. 

                                                                                  Beijos e boas festas!