quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Cancelei a matrícula com uma semana!

É interessante perceber como o ser humano pode ser uma '' caixinha de surpresas''. Em um dia, temos planos concretos de algo que desejamos conquistar, no outro, as certezas mudam. Semana passada nem se quer passava pela minha cabeça fazer esse post, mas então o curso da minha vida mudou totalmente: Cancelei a matrícula da faculdade. 

Eu sei. Não passei nem uma semana direito na faculdade e já cancelei a matrícula. Não imaginei que fosse fazer isso, mas acabou rolando. Jamais conseguirei explicar a razão, o fundamento dessa minha decisão, porém, afirmo com certeza: Não foi o curso e nem a faculdade! Fui eu.

Eu ainda tenho muito amor pelo Jornalismo, ainda mais depois de ter assistido à algumas aulas. Só que estar em um ambiente novo foi um grande choque. Fui invadida pelo medo e pela insegurança de um modo tão absurdo... eu poderia sim ter tentado mais um pouco, no entanto, seria pior. Iria me conformar com os meus sentimentos ruins e seguir como se estivesse tudo bem, mas na verdade estava tudo péssimo!

Me sentia pesada, como se algo estivesse me apertando de dentro para fora. Não dormia e chorava todos os dias. Para mim, que sempre me achei tão decidida, naquele momento eu era o pior ser humano do planeta. Conversei com pessoas sobre o assunto, só que tudo o que eu dizia parecia não ser suficiente para me tranquilizar, continuava sempre aflita. Pensei que morreria de angústia por perceber que só o meu sonho não seria o suficiente para me manter ali. Então, indo contra - quase- todos, cancelei a matrícula.

A percepção que tive foi absolutamente dolorosa, afinal de contas, meu sonho estava nas minhas mãos. Apesar disso, tomei a decisão de voltar para o interior e colocar meu sonho na gaveta um pouco. A pessoa autora deste texto é, nesse momento, uma pessoa com o coração tranquilo e com a consciência de que cancelamento de matrícula não foi, não é, e nem nunca será sinal de desistência. É só uma pausa para respirar, refletir e amadurecer. Para que quando a próxima oportunidade surgir, eu a agarre com ainda mais força para conseguir chegar onde sempre quis tanto. Só que dessa vez, sem pensar em voltar atrás.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Me mudei! - Primeiros dias -


Eu não sei você aí do outro lado da tela, mas eu amo mudanças. Assim, eu confesso que mudar cidade e de casa tem me assustado de um jeito que eu nem poderia imaginar, mas daqui a pouco fica tudo bem de novo, é só ter paciência.

Cheguei Sábado aqui em BH, e posso dizer que, de todas as despedidas que aconteceram, a que mais doeu foi a do meu pai. – Minha mãe vai ficar uns dias por aqui, então ele precisou voltar sozinho -  A despedida foi tensa. Depois disso eu só queria que o final de semana passasse logo e desse lugar ao primeiro dia de aula.



Sobre o primeiro dia: Minhas expectativas foram absolutamente superadas. Melhor primeiro dia da história da minha vida acadêmica. Conheci dois professores, o coordenador do curso, alguns dos veteranos... No início de tudo fiquei sozinha lá, só fui conversar com alguém depois das apresentações da turma. -  Falando nisso... quando fui me apresentar, fiquei tão nervosa que esqueci de falar meu nome hahah. – Apesar dessa gafe, senti que o pessoal da sala é bem legal. Como eu disse: minhas expectativas foram superadas por completo e no fim deu tudo certo. Ainda bem.

Conforme as coisas vão acontecendo, vou entendendo ainda mais que tudo na vida é um processo, que sob o desconhecido é melhor andar com cautela até que se torne algo conhecido, que mudanças bruscas podem acontecer e, por mais difícil que seja, uma hora a adaptação acontece. O negócio é continuar vivendo. Sempre em frente. Com um passo de cada vez a gente chega onde quer chegar.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESTOU ME MUDANDO!!!

Ano passado escrevi um texto fazendo uma reflexão do meu ano e disse que, se tudo desse certo, vocês acompanhariam uma nova fase da minha vida esse ano. Depois de inúmeras burocracias para resolver e um problema que me fez pensar que tudo ia dar errado, deu certo. Finalmente posso afirmar: estou me mudando! 




Depois daquela fase de querer ser um monte de coisa na vida a cada semana, decidi que queria ser jornalista. Não me lembro quando isso começou, mas me lembro do motivo inicial: as revistas que sempre lia. Eu era uma adolescente absurdamente apaixonada pelas revistas jovens; principalmente pela Capricho .

Por conta das revistas que comprava ou que lia por aí, me apaixonei por esse universo de um modo inexplicável, sabe? E pela minha grande paixão pela Capricho, eu sempre quis ser jornalista de comportamento da revista - hoje em dia não rs -. Sempre dizia isso com o maior orgulho quando as pessoas me perguntavam, e por mais que ficasse em dúvida sobre seguir a carreira jornalística, jamais mudei de ideia sobre tal decisão. Felizmente, a dúvida nunca foi maior que a minha capacidade de sonhar.

No começo de 2018 eu decidi que aquele ano acadêmico precisava ser diferente dos outros. Só que pra isso acontecer eu teria que dar um jeito. Teria que bolar uma tática que me fizesse ficar motivada a estudar durante o ano todo, mesmo que desanimasse alguma hora. Eu tinha certeza de que continuaria sonhando e que isso ia me ajudar, mas eu queria mais. Eu queria algo visual, que eu pudesse ver, tocar e modificar quando fosse preciso. Foi a partir desse pensamento que veio a ideia de um mural.

Depois de muito pensar em como fazer, comprei uma folha de cortiça; alguns alfinetes; velcro; peguei as revistas que estavam guardadas no fundo do meu armário; folheei uma a uma e recortei tudo o que me inspirava; depois disso, peguei os recortes e fixei com alfinetes. Eu adorava cada uma das revistas, mas sabia que aquilo ia me motivar a fazer as coisas da melhor maneira possível e com os pés no chão. Durante os duzentos dias letivos eu deixei ele lá: fixado na parede do meu quarto em um lugar que eu sempre poderia vê-lo.

Foi o ano acadêmico mais tenso, fiz esse mural e mais um milhão de coisas para me motivar - algo dentro de mim dizia que a motivação precisava vir de mim mais do que nunca para o meu sonho dar certo - e funcionou.- Fui aprovada em uma faculdade para fazer o curso de jornalismo. Ok! Sucesso na primeira etapa, mas e aí?

Ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter passado, fiquei com medo de não conseguir fazer o curso, afinal de contas eu precisaria sair de casa. Perdi a conta das vezes que me questionei se conseguiria morar sozinha. Depois do vestibular essa era a minha maior angústia. Tempos depois, decidi que deveria pelo menos tentar, que deveria me inspirar em pessoas que, assim como eu são deficientes físicas, e independente disso resolveram se arriscar e tentar o que queriam.

Depois de procurar, finalmente encontrei o que se encaixasse nas minhas '' exigências''. Essa fase de mudança é algo muito novo para mim, não posso afirmar absolutamente nada sobre isso, pois terei que me adaptar à uma nova rotina, novas pessoas. novos lugares, em fim. É um processo. Não sei se dará certo, errado... mas mesmo assim virei aqui compartilhar. Tô aqui exatamente pra compartilhar minhas experiências de vida e fazer com que pessoas espalhadas pelo mundo talvez possam se identificar com elas e perceber que não estão sozinhas.

A partir de hoje vocês vão acompanhar a vida de uma caloura em jornalismo e explorar junto comigo as novas situações que meu novo lar tem a oferecer. Espero que fiquem comigo por aqui, viu? Certeza que vou ter muita coisa nova para documentar. Ah! Antes de encerrar esse post, só gostaria de pedir que não deixem o medo e a insegurança dominarem vocês, pois é no desconhecido que estão as maiores experiência e as melhores lições.