É interessante perceber como o ser humano pode ser uma '' caixinha de surpresas''. Em um dia, temos planos concretos de algo que desejamos conquistar, no outro, as certezas mudam. Semana passada nem se quer passava pela minha cabeça fazer esse post, mas então o curso da minha vida mudou totalmente: Cancelei a matrícula da faculdade.
Eu sei. Não passei nem uma semana direito na faculdade e já cancelei a matrícula. Não imaginei que fosse fazer isso, mas acabou rolando. Jamais conseguirei explicar a razão, o fundamento dessa minha decisão, porém, afirmo com certeza: Não foi o curso e nem a faculdade! Fui eu.
Eu ainda tenho muito amor pelo Jornalismo, ainda mais depois de ter assistido à algumas aulas. Só que estar em um ambiente novo foi um grande choque. Fui invadida pelo medo e pela insegurança de um modo tão absurdo... eu poderia sim ter tentado mais um pouco, no entanto, seria pior. Iria me conformar com os meus sentimentos ruins e seguir como se estivesse tudo bem, mas na verdade estava tudo péssimo!
Me sentia pesada, como se algo estivesse me apertando de dentro para fora. Não dormia e chorava todos os dias. Para mim, que sempre me achei tão decidida, naquele momento eu era o pior ser humano do planeta. Conversei com pessoas sobre o assunto, só que tudo o que eu dizia parecia não ser suficiente para me tranquilizar, continuava sempre aflita. Pensei que morreria de angústia por perceber que só o meu sonho não seria o suficiente para me manter ali. Então, indo contra - quase- todos, cancelei a matrícula.
A percepção que tive foi absolutamente dolorosa, afinal de contas, meu sonho estava nas minhas mãos. Apesar disso, tomei a decisão de voltar para o interior e colocar meu sonho na gaveta um pouco. A pessoa autora deste texto é, nesse momento, uma pessoa com o coração tranquilo e com a consciência de que cancelamento de matrícula não foi, não é, e nem nunca será sinal de desistência. É só uma pausa para respirar, refletir e amadurecer. Para que quando a próxima oportunidade surgir, eu a agarre com ainda mais força para conseguir chegar onde sempre quis tanto. Só que dessa vez, sem pensar em voltar atrás.
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