Por conta das revistas que comprava ou que lia por aí, me apaixonei por esse universo de um modo inexplicável, sabe? E pela minha grande paixão pela Capricho, eu sempre quis ser jornalista de comportamento da revista - hoje em dia não rs -. Sempre dizia isso com o maior orgulho quando as pessoas me perguntavam, e por mais que ficasse em dúvida sobre seguir a carreira jornalística, jamais mudei de ideia sobre tal decisão. Felizmente, a dúvida nunca foi maior que a minha capacidade de sonhar.
No começo de 2018 eu decidi que aquele ano acadêmico precisava ser diferente dos outros. Só que pra isso acontecer eu teria que dar um jeito. Teria que bolar uma tática que me fizesse ficar motivada a estudar durante o ano todo, mesmo que desanimasse alguma hora. Eu tinha certeza de que continuaria sonhando e que isso ia me ajudar, mas eu queria mais. Eu queria algo visual, que eu pudesse ver, tocar e modificar quando fosse preciso. Foi a partir desse pensamento que veio a ideia de um mural.
Depois de muito pensar em como fazer, comprei uma folha de cortiça; alguns alfinetes; velcro; peguei as revistas que estavam guardadas no fundo do meu armário; folheei uma a uma e recortei tudo o que me inspirava; depois disso, peguei os recortes e fixei com alfinetes. Eu adorava cada uma das revistas, mas sabia que aquilo ia me motivar a fazer as coisas da melhor maneira possível e com os pés no chão. Durante os duzentos dias letivos eu deixei ele lá: fixado na parede do meu quarto em um lugar que eu sempre poderia vê-lo.
Foi o ano acadêmico mais tenso, fiz esse mural e mais um milhão de coisas para me motivar - algo dentro de mim dizia que a motivação precisava vir de mim mais do que nunca para o meu sonho dar certo - e funcionou.- Fui aprovada em uma faculdade para fazer o curso de jornalismo. Ok! Sucesso na primeira etapa, mas e aí?
Ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter passado, fiquei com medo de não conseguir fazer o curso, afinal de contas eu precisaria sair de casa. Perdi a conta das vezes que me questionei se conseguiria morar sozinha. Depois do vestibular essa era a minha maior angústia. Tempos depois, decidi que deveria pelo menos tentar, que deveria me inspirar em pessoas que, assim como eu são deficientes físicas, e independente disso resolveram se arriscar e tentar o que queriam.
Depois de procurar, finalmente encontrei o que se encaixasse nas minhas '' exigências''. Essa fase de mudança é algo muito novo para mim, não posso afirmar absolutamente nada sobre isso, pois terei que me adaptar à uma nova rotina, novas pessoas. novos lugares, em fim. É um processo. Não sei se dará certo, errado... mas mesmo assim virei aqui compartilhar. Tô aqui exatamente pra compartilhar minhas experiências de vida e fazer com que pessoas espalhadas pelo mundo talvez possam se identificar com elas e perceber que não estão sozinhas.
A partir de hoje vocês vão acompanhar a vida de uma caloura em jornalismo e explorar junto comigo as novas situações que meu novo lar tem a oferecer. Espero que fiquem comigo por aqui, viu? Certeza que vou ter muita coisa nova para documentar. Ah! Antes de encerrar esse post, só gostaria de pedir que não deixem o medo e a insegurança dominarem vocês, pois é no desconhecido que estão as maiores experiência e as melhores lições.
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