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| Série da Netflix Brasil |
Para tal justificativa, o humorista diz que um de seus fãs disse que fazer piada com deficientes é uma maneira de inclusão. E é aí que começo a me questionar: Será mesmo? Quer dizer, em algumas situações, nós mesmos fazemos piadas com a nossa própria deficiência, mas fazemos isso com pessoas que temos pelo menos alguma intimidade e, muitas vezes, fazemos para lidar de forma bem humorada com as ocorrências do dia a dia.
Tá tudo bem em incluir pessoas com deficiência nesse mundo humorístico, sério mesmo. O problema surge quando o principal '' condutor'' da piada é a ignorância, a falta de conhecimento mínimo sobre o assunto. O problema tá no esteriótipo, na generalização, na falta de propriedade para falar - que aliás, pra gerar risos e palmas é totalmente ignorada, né? - Fazer piada desse jeito não é inclusão! É só preconceito ''mascarado'' mesmo.
Inclusão é dar oportunidade de emprego para pessoas com deficiência, inclusão é existir acessibilidade o suficiente para que um portador de deficiência possa usufruir do seu direito de ir e vir de forma digna assim como as outras pessoas. Algo que possa ofender, prejudicar ou magoar terceiros não pode - nunca - ser considerado inclusão. E só para deixar claro: É decepcionante ver uma empresa do porte da Netflix ser condizente com uma forma de preconceito dessas.
#DeficiênciaNãoÉPiada

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